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Terça-feira, Agosto 02, 2011

VIGILÂNCIA


O amigo dizia para outro amigo:

— Não, não creio na necessidade de qualquer defesa contra o mal. Onde a providência de Deus, se formos obrigados a fazer isso?

— Entretanto, — disse o interlocutor, quando nos exortou a orar e vigiar para não cairmos em tentação...

— A vigilância da palavra do Cristo era amor, simplesmente amor...

Devemos unicamente amar, entregando a Deus qualquer problema de defensiva...

Longo silêncio se fez entre ambos.

Alcançando farmácia vizinha, o companheiro que recusava a prudência, em matéria de auto preservação, solicitou vacina contra varíola que passava em distrito próximo.

Depois de sofrer a respectiva picada, o outro observou com largo sorriso:

— Amigo, se você não aprova a vigilância contra o mal, como consegue admitir o poder da vacina?



(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

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